A abertura sem medo para as coisas grandiosas e belas diminui o amor próprio e aumenta o regozijo com tudo o mais...
quinta-feira, 12 de março de 2009
Regozijo
segunda-feira, 2 de março de 2009
Aqui ainda é o centro da fogueira
Aqui ainda é o centro da fogueira e continuamos girando, cantando e dançando porque a lenha queima, arde, inflama, trabalhamos aqui para sobrepujar o homem doente e atingir a respiração do silêncio exato e puro da luz irradiante de cristal delicado e lúcido corpo e mente. Vagamos absortos e abjetos entre cadáveres que falam e vociferam obssessivamente, porque a doença se faz pela obssessão ávida e luxuriosa do transe das palavras – logotranse – mas a fogueira ainda queima brava e selvagem e alarga, devasta toda a paisagem enquanto os astros dançam afoitos numa noite quente e sem luar de primavera, o pó dança enquanto pode, depois, pó, é soprado pelo vento e voa... Logo caminharemos sobre brasas e pó e descobriremos os vestígios luminescentes dos animais se entremeando a destinos sutis e nus de desvida. Hoje eu sou um cão.
