quinta-feira, 14 de maio de 2009

Filosofia? (parte 1)


Da profundidade da minha ignorância ouso, obrigo-me a abrir a boca e dou ocasião ao procedimento da filosofia. E me inquieta justamente este procedimento! Sua natureza, ou melhor, o que quero dizer com isso quando afirmo que o faço. Uma primeira abordagem parece bem simples, admito inicialmente que me entrego a determinada prática a qual aparentemente sei distinguir bem, pois ainda dou-lhe um nome próprio, filosofia. Mas será que ela apresenta-se a mim assim tão claramente quanto eu a afirmo? Parece-me que não e quero entendê-la melhor: no que exatamente ela consiste? E por que devo assim chamá-la? A resposta à primeira indagação é de natureza descritiva, a resposta à segunda uma justificação. A descrição parece estar mais à vista que a justificativa, mas parce-me igualmente que, tendo alcançado a primeira estarei a um passo da segunda. Eis, portanto, a tarefa proposta. Ao tentar me aproximar da questão pretendo dar asas aos pensamentos e retratar em palavras sua intuição originária.

(Continua...)

3 comentários:

  1. eu queria ouvir os uivos e gritos, senti-los

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  2. os pensamentos mais profundos são os mais silenciosos... a pergunta originária pela filosofia vai nessa direção. A tentativa de transpô-lo em palavras escritas é aqui mero exercício divagante.

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  3. Olá, por acaso,nem sei como vim parar no seu Blog. Você não vai continuar o texto? Que bonita a forma como vocês escreve. Parabéns. Quer conhecer meu blog também? Não é nada assim tão requintado como o seu, mesmo assim fica o convite www.darkiewicz.blogspot.com

    Um abraço. E escreva a parte 2!

    Roberta

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