Da profundidade da minha ignorância ouso, obrigo-me a abrir a boca e dou ocasião ao procedimento da filosofia. E me inquieta justamente este procedimento! Sua natureza, ou melhor, o que quero dizer com isso quando afirmo que o faço. Uma primeira abordagem parece bem simples, admito inicialmente que me entrego a determinada prática a qual aparentemente sei distinguir bem, pois ainda dou-lhe um nome próprio, filosofia. Mas será que ela apresenta-se a mim assim tão claramente quanto eu a afirmo? Parece-me que não e quero entendê-la melhor: no que exatamente ela consiste? E por que devo assim chamá-la? A resposta à primeira indagação é de natureza descritiva, a resposta à segunda uma justificação. A descrição parece estar mais à vista que a justificativa, mas parce-me igualmente que, tendo alcançado a primeira estarei a um passo da segunda. Eis, portanto, a tarefa proposta. Ao tentar me aproximar da questão pretendo dar asas aos pensamentos e retratar em palavras sua intuição originária.
(Continua...)

eu queria ouvir os uivos e gritos, senti-los
ResponderExcluiros pensamentos mais profundos são os mais silenciosos... a pergunta originária pela filosofia vai nessa direção. A tentativa de transpô-lo em palavras escritas é aqui mero exercício divagante.
ResponderExcluirOlá, por acaso,nem sei como vim parar no seu Blog. Você não vai continuar o texto? Que bonita a forma como vocês escreve. Parabéns. Quer conhecer meu blog também? Não é nada assim tão requintado como o seu, mesmo assim fica o convite www.darkiewicz.blogspot.com
ResponderExcluirUm abraço. E escreva a parte 2!
Roberta